{"id":520,"date":"2018-06-29T14:43:07","date_gmt":"2018-06-29T17:43:07","guid":{"rendered":"http:\/\/inct-bionat.iq.unesp.br\/?p=520"},"modified":"2018-06-29T14:43:07","modified_gmt":"2018-06-29T17:43:07","slug":"biodiversidade-farmacologia-e-produtos-naturais","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/inct-bionat.iq.unesp.br\/en\/biodiversidade-farmacologia-e-produtos-naturais\/","title":{"rendered":"(Portugu\u00eas do Brasil) Biodiversidade, farmacologia e produtos naturais"},"content":{"rendered":"<p class=\"qtranxs-available-languages-message qtranxs-available-languages-message-en\">Sorry, this entry is only available in <a href=\"http:\/\/inct-bionat.iq.unesp.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/520\" class=\"qtranxs-available-language-link qtranxs-available-language-link-pb\" title=\"Portugu\u00eas do Brasil\">Portugu\u00eas do Brasil<\/a>. For the sake of viewer convenience, the content is shown below in the alternative language. You may click the link to switch the active language.<\/p><p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Vanderlan Bolzani, El\u00edbio Rech, Adrian Pohlit, Manoel Odorico e Eliezer Barreiro<\/em><\/p>\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-12\">\n<div class=\"head-text\">\n<div class=\"has-content-area\" data-url=\"http:\/\/www.abc.org.br\/?p=18716\" data-title=\"Biodiversidade, farmacologia e produtos naturais\">\n<p>A segunda sess\u00e3o do Simp\u00f3sio Brasil-Fran\u00e7a sobre Biodiversidade, promovido pela Academia Brasileira de Ci\u00eancias (ABC) em parceria com a Academia de Ci\u00eancias da Fran\u00e7a, tratou dos produtos naturais da biodiversidade providos de capacidade medicinal. Dentro do tema \u201cO que est\u00e1 escondido na biodiversidade?\u201d, apresentaram seus trabalhos os Acad\u00eamicos Vanderlan Bolzani (Unesp), Eliezer Barreiro (UFRJ) e Elibio Rech (Embrapa), assim como os pesquisadores Manoel Odorico de M. Filho (UFC) e Adrian Martin Pohlit (Inpa).<\/p>\n<p><strong>Biodiversidade pode contribuir muito para o desenvolvimento sustent\u00e1vel<\/strong><\/p>\n<p>A professora titular do Instituto de Qu\u00edmica de Araraquara (Unesp) e vice-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci\u00eancia (SBPC), Vanderlan Bolzani, iniciou comentando como o pa\u00eds \u00e9 rico em diversidade biol\u00f3gica e tamb\u00e9m em diversidade qu\u00edmica. Em seguida, destacou como isto \u00e9 importante para a popula\u00e7\u00e3o, seja na forma de metab\u00f3litos que podemos obter atrav\u00e9s dela, como farmac\u00eauticos e agroqu\u00edmicos, seja como meio eficaz de regular o clima ou auxiliar a poliniza\u00e7\u00e3o, por exemplo.<\/p>\n<p>A pesquisadora apresentou a linha do tempo de como produtos naturais t\u00eam ganhado espa\u00e7o nas pesquisas e t\u00eam ajudado a revolucionar a humanidade. Como exemplo, temos a descoberta da morfina (1804), que \u00e9 uma subst\u00e2ncia extra\u00edda da papoula do \u00f3pio, e tamb\u00e9m a descoberta do captopril (1981), uma subst\u00e2ncia importante no tratamento contra a hipertens\u00e3o. Al\u00e9m disso, em 2015, o Pr\u00eamio Nobel de Fisiologia e Medicina foi entregue para tr\u00eas cientistas que pesquisaram terapias para combater parasitas a partir do uso de compostos naturais.<\/p>\n<p>De mat\u00e9ria para medicamentos a cosm\u00e9ticos, a biodiversidade brasileira pode contribuir em muito para o desenvolvimento sustent\u00e1vel, trazendo benef\u00edcios para a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Mol\u00e9culas de plantas e microrganismos para tratar c\u00e2ncer<\/strong><\/p>\n<p>Em seguida, o professor associado e pr\u00f3-reitor de Pesquisa e P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o da Universidade Federal do Cear\u00e1 (UFC), Manoel Odorico de M. Filho, refor\u00e7ou os pontos j\u00e1 trazidos por Vanderlan, por\u00e9m focou em mol\u00e9culas antic\u00e2ncer presentes em nossa biodiversidade.<\/p>\n<p>O c\u00e2ncer \u00e9 a segunda causa de morte entre as doen\u00e7as, matando cerca de 10 milh\u00f5es de pessoas por ano. No Brasil, j\u00e1 em 2018, tivemos 650 mil novos casos. Al\u00e9m da chance de cura de um tumor diagnosticado ser de apenas 30% e de algumas c\u00e9lulas tumorais serem resistentes \u00e0 quimioterapia, as drogas usadas nos tratamentos s\u00e3o bastante t\u00f3xicas.<\/p>\n<p>\u00cfsso j\u00e1 explica a import\u00e2ncia que os estudos dessas novas mol\u00e9culas merecem, principalmente porque elas s\u00e3o capazes de atuar em diversos alvos moleculares durante o desenvolvimento do c\u00e2ncer\u201d, observou Odorico. Ele relatou que h\u00e1 mol\u00e9culas que atuam em receptores, por exemplo, enquanto outras atuam em prote\u00ednas metast\u00e1ticas ou em fatores de transcri\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, essas mol\u00e9culas v\u00eam de diversas fontes, como plantas, microrganismos ou organismos marinhos.<\/p>\n<p>No Brasil, temos plantas que podem ser alvo de pesquisa, mas h\u00e1 fatores que dificultam. Odorico relatou que temos entre 250 mil e 300 mil esp\u00e9cies de plantas superiores. \u201cApenas 10% foram estudadas e apenas 3% das estudadas foram avaliadas para atividade antic\u00e2ncer. Al\u00e9m disso, mais de 50% de todo o territ\u00f3rio nacional foi desmatado. E, infelizmente, ainda que pesquisas na \u00e1rea comecem a ser feitas incessantemente, da pesquisa \u00e0 comercializa\u00e7\u00e3o de um novo medicamento, \u00e9 poss\u00edvel que o processo demore de 10 a 14 anos, esclareceu o pesquisador.<\/p>\n<p><strong>Subst\u00e2ncias sintetizadas em laborat\u00f3rio imitam biodiversidade<\/strong><\/p>\n<p>Logo ap\u00f3s, o professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Eliezer Jesus de Lacerda Barreiro , falou sobre a qu\u00edmica medicinal, disciplina que combina qu\u00edmica e farmacologia para desenhar, descobrir, desenvolver e sintetizar subst\u00e2ncias qu\u00edmicas originais que tenham valor terap\u00eautico.<\/p>\n<p>Apresentando um breve hist\u00f3rico, o pesquisador passeou entre as descobertas na \u00e1rea ao longo dos anos, como subst\u00e2ncias antimal\u00e1ricas, subst\u00e2ncias contraceptivas, anti-hipertensivos, estatinas e at\u00e9 mesmo medicamentos quimioter\u00e1picos.<\/p>\n<p>No final, ele refor\u00e7ou: \u201cVejo que devemos tentar motivar os jovens a seguir o caminho da ci\u00eancia, pois precisamos de mais qu\u00edmicos medicinais. S\u00f3 assim deixaremos de ser apenas consumidores para nos tornarmos produtores de medicamentos\u201d.<\/p>\n<p><strong>Engenharia da biodiversidade<\/strong><\/p>\n<p>O pesquisador do Centro de Recursos Gen\u00e9ticos e Biotecnologia da Embrapa e diretor da ABC, El\u00edbio Rech, que falou em seguida, apontou o potencial da engenharia da biodiversidade como modelo para a aconserva\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies. \u201cEla \u00e9 uma fonte para domestica\u00e7\u00e3o sint\u00e9tica para tra\u00e7os espec\u00edficos \u00fateis\u201d, explicou. \u201cCom ela, ganhamos escala, agregamos valor e fazemos uso sustent\u00e1vel da biodiversidade\u201d, completou.<\/p>\n<p>Como exemplos, Rech falou da cianobact\u00e9ria\u00a0<em>Nostoc ellipsosporum<\/em>, que possui intensa atividade anti-viral e \u00e9 capaz de inibir v\u00edrus como o da hepatite B, o v\u00edrus da gripe e o HIV. Referiu-se tamb\u00e9m a uma fibra sint\u00e9tica que reproduz a seda feita pelas aranhas e tem alt\u00edssima resist\u00eancia.\u201d\u00c9 um biopol\u00edmero com base em prote\u00ednas secretado pelas c\u00e9lulas da pele das aranhas\u201d, explicou o Acad\u00eamico.<\/p>\n<p>Para transformar estas pesquisas em produtos, foi criado o Instituto Nacional de CI6encia e Tecnologia em Biologia Sint\u00e9tica (<a href=\"https:\/\/www.inctbiosyn.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">INCT-Biosyn<\/a>), financiado pelo Minist\u00e9rio de CI\u00eancia, Tecnologia, Inova\u00e7\u00f5es e Comunica\u00e7\u00f5es (MCTIC). As institui\u00e7\u00f5es nacionais atuantes no instituto s\u00e3o a Embrapa, a Fiocruz e o Instituto Tecnol\u00f3gico Vale. \u00cb h\u00e1 muitas parcerias internacionais\u201d, concluiu Rech.<\/p>\n<p><strong>Biodiversidade contra a mal\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<p>Finalizando a sess\u00e3o, o engenheiro qu\u00edmico e pesquisador titular do Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia (Inpa), Adrian Martin Pohlit, abordou a capacidade que as plantas amaz\u00f4nicas possuem para combater a mal\u00e1ria.<\/p>\n<p>Adrian apresentou o processo para testar essa capacidade. Primeiro, faz-se a extra\u00e7\u00e3o de plantas tradicionalmente usadas como antimal\u00e1ricas. Depois, esses extratos, com distintos componentes qu\u00edmicos, \u00e9 testado\u00a0<em>in vitro<\/em>. Se houver atividade antimal\u00e1rica, \u00e9 feito o teste\u00a0<em>in vivo<\/em>\u00a0em camundongos infectados. Havendo entre 30% e 40% de supress\u00e3o do parasita, a atividade antimal\u00e1rica \u00e9 confirmada.<\/p>\n<p>Por fim, Adrian mostrou diversos exemplos de plantas com extratos ativos para atividade antimal\u00e1rica. A principal delas, com maior atividade, \u00e9 a esp\u00e9cie\u00a0<em>Andropogon leucostachyus<\/em>, que apresenta supress\u00e3o de 71% do\u00a0<em>Plasmodium berghei<\/em>\u00a0em doses orais de 250mg\/kg.<\/p>\n<hr \/>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"article-footer\"><em>(Rayanne Azevedo e Juliana Salles para NABC \/ Foto capa: Wikicommons)<\/em><\/div>\n<p><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sorry, this entry is only available in Portugu\u00eas do Brasil. For the sake of viewer convenience, the content is shown below in the alternative language. 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